Eucaristia

01/10/2010 11:50

 

A palavra  Eucaristia vem do grego e significa "agradecer", "obrigado", "acção de graças". A Eucaristia é a acção de graças do Povo de Deus que reunido em família agradece ao seu Senhor por tudo. É nosso dever e nossa vida dar graças sempre de modo especial pela salvação que nos oferece.

 

O que vamos lá fazer?

Desde o início da Igreja (a assembleia, comunidade dos que professam a fé em Cristo morto e ressuscitado) é convocada, no dia do Senhor (Domingo), para celebrar a Eucaristia. Não vamos à Missa por nossa iniciativa, mas porque fomos convocados para louvar e dar graças ao Pai, por Jesus Cristo, no Espírito Santo.

Não vamos à Missa para cumprir um preceito, uma obrigação... seria fraco motivo. A Celebração é encontro com aquele que mais nos ama; é, por isso, festa. Uma festa em que queremos louvar, agradecer, pedir perdão e ajuda para o nosso caminhar. É, além disso, um encontro ainda mais especial: é memorial (faz-se presente no meio de nós), é banquete (Jesus alimenta-nos com o Seu próprio corpo) e é sacrifício (é oferta total, na qual pomos toda a nossa vida nas mãos de Deus, tal como fez Jesus).

Nela é Cristo que se oferece em sacrifício de acção de graças (Eucaristia) ao Pai, e nós unimo-nos a Ele neste gesto vital e significativo. Vai de Cristo para o Pai e, nesse movimento, Ele (Cristo) envolve-nos e oferece-nos ao Pai juntamente com Ele. Os gestos, as palavras, os textos, as orações, os cânticos têm de ser significativos e agradáveis a Deus e de acordo com a realidade e a densidade do mistério que celebramos juntamente com Cristo. Trata-se de, fundamentalmente, agradecer a Deus e não à nossa sensibilidade. Há gestos, palavras e cânticos que poderão ser muito agradáveis à nossa sensibilidade, mas que podem não passar de mero folclore e estarem pouco de acordo com o que estamos a celebrar.

 

Preparação

Se este encontro é assim tão especial será importante vevê-lo bem, e por isso prepará-lo para o viver com intensidade.Sim, porque para os grandes encontros nós queremos chegar cedo, queremos ir bem apresentados, queremos saber que dizer, queremos levar certamente alguma oferta, etc...

Na Eucaristia, este encontro especial, sempre novo e único com Deus, é sempre uma mais-valia prepararmo-nos. Passar da agitação da rua, para a nova situação de assembleia reunida à volta de Cristo. Não tanto para esquecer ou cortar com as preocupações da vida concreta que é a de cada um de nós, mas, antes, colocar essas preocupações no seio de Cristo, à maneira de oração de oferenda e sentir a comunhão com os irmãos reunidos em assembleia. No fundo, passar da vida apressada ao encontro com Cristo, da vida individual ao encontro com a comunidade.

Procurando sintonizar o pensamento e o espírito com o tempo litúrgico ou a festa litúrgica que se celebra naquele dia. Sem pressas, sem relógios, evitando distracções, num clima de serenidade e de paz que a todos nos ajuda viver com intensidade qualquer encontro.

 

Assembleia

Um encontro que queremos viver em comunidade. Colaborando sempre que possível nos diferentes ministérios: como leitor, como cantor, como acólito, ministro da comunhão, etc... Consciente que não se trata de "assistir à Missa", mas de participar, de viver com intensidade e verdade este encontro pessoal e comunitário com Deus.

 

Conclusão

«Contemplar o rosto de Cristo é o "programa" da Igreja na aurora do terceiro milénio, convidando-a a fazer-se ao largo no mar da história lançando-se com entusiasmo na nova evangelização. Contemplar Cristo implica saber reconhecê-Lo onde quer que Ele Se manifeste, com as suas diversas presenças mas sobretudo no sacramento vivo do Seu corpo e do Seu sangue. A Igreja vive de Jesus eucarístico, por Ele é iluminada. A Eucaristia é mistério de fé e, ao mesmo tempo, "mistério de luz". Sempre que a Igreja a celebra, os fiéis podem de certo modo reviver a experiência dos dois discípulos de Emaús: "Abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-No" (Lc 24, 31)». (JOÃO PAULO II, Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia, 17 de Abril de 2003, 6)

 

Tirado da Revista Catequistas, Setembro de 2010