Confirmação - Crisma

09/05/2010 17:49

 

Baptismo e Confirmação são muito próximas, dir-se-ia que a segunda é o prolongamento do primeiro. A Confirmação confirma, corrobora o que o Baptismo deu.

Na vida de Jesus não houve senão um único e mesmo Mistério Pascal, mas houve Páscoa e Pentecostes, esse poder manifestou-se exteriormente, entrou em acção. Assim acontece na nossa vida: temos a nossa Páscoa no Baptismo e o Pentecostes na Confirmação. O que, pelo Baptismo, já estava em gérmen em nós, desenvolve-se pela Confirmação.

No Baptismo recebemos praticamente tudo, como uma criança ao nascer. Ela tem inteligência, vontade, coração e imaginação. De facto, nada lhe falta, mas, por enquanto, tudo está adormecido. Mais tarde, tudo isso há-de despertar, e a criança poderá pensar, querer, sentir e imaginar. Do mesmo modo, o baptizado já é plenamente cristão, mas ainda uma "criança": a Confirmação fará dele um adulto.

O baptizado assemelha-se a um veleiro munido de todo o equipamento necessário: casco, leme, mastro e velas. Mas continua amarrado, imóvel junto ao cais. Só quando se levantar o vento da manhã de Pentecostes é que tudo se põe a funcionar. As velas vão-se enfunar, e depois é só pilotar e navegar.

A Confirmação é ministrada através de dois sinais: (unção) óleo e imposição das mãos. O óleo sugere a abundância, a exuberância da natureza. Mas também flexibilidade, purificação e cura, docilidade e amabilidade, riqueza e paz. O óleo embeleza e faz brilhar, como o prateado das oliveiras faz cintilar a paisagem.

Tal como o óleo é uma substância familiar aos homens, a imposição das mãos é um gesto que lhes é habitual. Tem muitos significados: transmissão de poder, garantia de força, missão, bênção, sinal de continuidade e de reconhecimento, gesto de protecção.

 

Quais os efeitos da Confirmação?

Tudo o que aconteceu aos discípulos no Pentecostes acontece aos confirmados: a infusão plena do Espírito Santo.

A Confirmação enraíza-nos mais na relação filial com o Pai. De modo que podemos dizer a verdade: "Abba, papá". Recebemos a graça da oração a fim de tomarmos consciência do facto de sermos filhos e filhas de Deus e de vivermos melhor essa realidade. Ao mesmo tempo tornamo-nos mais semelhantes ao Filho. A imagem de Cristo cresce em nós. Os Seus pensamentos, a Sua vontade, os Seus sentimentos, torna-se os nossos: tornamo-nos Cristãos (Seus Filhos).

 

Recebemos, sem medida os dons do Espírito Santo, que são: Entendimento, Ciência, Conselho, Fortaleza, Piedade, Temor de Deus e Sabedoria.

Tornamo-nos membros adultos da Igreja, equipados para anunciar sem receio por palavras e gestos o nome de Jesus Cristo, para nos afirmarmos Seus discípulos e nunca termos vergonha (medo) de ser Cristãos.